O conceito de Inteligência Emocional (IE) surgiu na década de 1990 e voltou o olhar do mundo acadêmico e profissional para uma área que faz toda a diferença quando o assunto é o ser humano: a capacidade de lidar com as próprias emoções e de outros indivíduos. Nem sempre é possível controlar-se diante das adversidades do dia a dia.

Explosões, nervosismo, sentimento de depressão e ansiedade acabam sobrepondo-se ao lado racional e prejudicando o desenvolvimento social do sujeito, seja na vida íntima ou profissional. A Inteligência Emocional desenvolvida abre possibilidades do ser humano conhecer e aprender a lidar com as próprias emoções, usando-as ao seu favor. Além disso, a IE valoriza a empatia e preza pela compreensão dos sentimentos do outro, gerando um ciclo virtuoso de crescimento humano.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E RECRUTAMENTO

A IE, inclusive, integra a lista de soft skills valorizadas pelos recrutadores no mercado de trabalho e que, quando desenvolvida, pode contribuir para a construção de uma carreira sólida. De acordo com o estudo Habilidades 360º, promovido pelo PageGroup, 59,7% dos entrevistados alegaram que as vagas disponíveis em suas empresas não são preenchidas porque os candidatos não possuem as habilidades sociais necessárias para preencher a posição. Inclusive, 80% dos desligamentos são motivados, de alguma forma, à falta de desenvolvimento de habilidades comportamentais.

Neste contexto, a Inteligência Emocional é citada pelos entrevistados com uma das habilidades técnicas mais desejadas em um contexto pós-COVID-19, tanto no Brasil, quanto em países como Colômbia, México e Peru. Mas, será que essa é uma habilidade nata ou é possível desenvolvê-la?

 

PILARES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Daniel Goleman, jornalista e autor do best-seller “Inteligência Emocional” (1995), relaciona cinco pilares para a construção da IE, são eles:

– Conhecer as próprias emoções: 

Conheça a si mesmo analisando suas emoções e ações. Fique atento à como reage aos estímulos externos.

– Controle suas emoções:

Situações estressantes ocorrerão o tempo todo, por isso a importância de saber lidar com as emoções e direcioná-las conforme cada situação – o nome disso é equilíbrio.

Seja otimista, olhe o lado positivo e lembre-se que todo problema tem uma solução, basta procurá-la. Acima de tudo, mantenha a calma.

– Automotivação:

Pensar antes de agir traz benefícios e evita conflitos e possíveis arrependimentos. O processo da IE é consciente e o ajudará a aprender e responder seus estímulos, dessa forma será mais fácil atingir as metas traçadas.

– Empatia: se coloque no lugar do outro e se pergunte:

 – E se fosse comigo? Isso o tornará mais sensível à dor do outro.

– Saiba relacionar-se interpessoalmente:

Cultive boas relações, criando um ambiente positivo. Isso criará um círculo virtuoso e contagiará todos ao seu redor.

Aprender a lidar com as próprias emoções gera ganhos substanciais à qualidade de vida. Os níveis de ansiedade e estresse diminuem, pois é possível identificá-los à distância e geri-lo de forma menos agressiva.

As discussões diminuirão, fazendo com que haja maior fluidez nos relacionamentos interpessoais. A capacidade de tomada de decisão e administração do tempo será organizada de forma mais proveitosa, tornando mais eficiente, entre outras situações que são alavancadas pelo autoconhecimento e uma autoestima sólida.

Cuidar de si é também cuidar do outro, procure um especialista sempre que achar necessário e procure formas de conhecer melhor sobre o universo que é o ser humano.

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